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terça-feira, 5 de maio de 2015

Île Saint Louis! Uma ilha cercada de rio Sena por todos os lados!



"Deus concedeu-nos o dom de viver; compete-nos a nós viver bem" Voltaire

Voltaire, Baudelaire, Chopin frequentavam... Balzac também...

As atrações desta ilhota repleta de história, charme e elegância são muitas. Todas porém, longe do lugar comum.

A começar pelo ambiente, atípico, longe das grandes concentrações de turistas de Paris. Aqui parece que o tempo parou.

Sim, você encontra pessoas como você visitando este pedacinho de paraíso (principalmente americanos), mas a grande concentração fica em torno da sorveteria Berthillon, que tem o melhor sorvete da região.


Île Saint Louis

Uma pequena ilha de, aproximadamente, 10 hectares e cerca de 2.500 habitantes, chamados de Ludovicos, teve o seu batismo em homenagem ao Rei Luis IX (São Luís), frequentador da ilha, na época em que era ainda chamada de Ilha das Vacas (por conta de seu pasto). Dizem também que foi daqui que ele partiu para a oitava cruzada (aquela onde ele foi morto).




A Île Saint Louis, habitada desde os ano 250 a.C., começou o seu planejamento de urbanização sob o reinado de Henri IV efetivando-se apenas a partir de 1618, sob o reinado de Louis XIII

Foi nesta ilha que surgiu o nome do grande arquiteto de Versailles e da ampliação do Louvre, Louis Le Vau. Le Vau construiu palácios na Ilha que deram origem a série de obras em estilo clássico francês. 

Alguns dos mais belos exemplares, mais ricamente detalhados, que inspiraram outras grandes construções estão na Île Saint Louis. Ou estiveram. Infelizmente, alguns foram destruídos, demolidos, saqueados. 


Hoje, com o metro quadrado valendo em torno de 20 mil euros, grande parte de seus habitantes são os que possuem uma segunda residência. Geralmente estrangeiros e muito ricos escolhem a ilha como sua residência secundária. Chico Buarque é um deles. O príncipe do Qatar também. Mesmo assim, ainda é possível encontrar verdadeiros ludovicos andando por ali...

http://www.isl-paris.com/index.php
O acesso se dá através de 5 pontes. Uma destas pontes é a Pont Marie, a segunda ponte mais antiga da cidade e a verdadeira ponte dos amantes. Dizem que os amantes devem se beijar debaixo dela para realizar o sonho de ficarem juntos.

Construída entre 1614 e 1635, seus cinco arcos diferem entre si. Foram construídas cinquenta casas ao longo da ponte até que, em 1658, a enchente do rio Sena leva 20 delas e dois de seus arcos. Desde 1769 não há mais casas na ponte.


Passeando pela ilha podemos notar plaquinhas com dizeres de quem nasceu, viveu ou morreu por ali. Nomes como o ex presidente George Pompidou, Camile Claudel ou o pai do simbolismo Emile Bernard. Gostoso ficar observando as construções e imaginado como era a vida destas pessoas...



Flanar pela ilha, descompromissadamente, já é a grande atração, apenas observando e se surpreendendo com visões como abaixo:

Quimera da fachada do Hôtel Chenizot
É na rua central da Île Saint Louis que podemos curtir as lojinhas, fora do comum, e sermos tratados com muita cordialidade sem nenhuma pressa nem pressão.

Na rua central, Saint-Louis-en-L´Ile, podemos ver típicas lojas que vendem grande parte dos 365 tipos de queijo franceses e fazer uma degustação relâmpago.




La Cure Gourmande

Depois da degustação salgada é hora de degustar as bolachinhas da mais variada sorte de sabores, cores e aromas. Uma loja relativamente nova, em termos de tradição francesa, pois existe há apenas 25 anos, traz o melhor da tradição de docinhos franceses.







Maison H. Moinet

Outra loja para degustar balas de todos os tipos é uma mais antiguinha, fundada em 1852. Lugar ideal para lembrar da família e dos amigos que ficaram em casa! Aproveite para presenteá-los com algo super típico da região.

http://www.ile-saint-louis.com/oasis-paris-ile-saint-louis/
 Somente há uma igreja e uma farmácia na ilha.
A igreja Saint Louis foi construída em 1664 e vale a pena entrar para rezar e visitar:
http://kreiderskorner.blogspot.com.br/2010/12/leglise-saint-louis-en-lile-paris.html
http://kreiderskorner.blogspot.com.br/2010/12/leglise-saint-louis-en-lile-paris.html

Arquitetura

Repleta de palácios residenciais, jóias da arquitetura do século XVII, sendo que alguns deles estão classificados como patrimônio histórico.

O mais falado dos palácios da Île de Saint Louis é o Hôtel Lambert.

Falado por conta de seus frequentadores ilustres do passado como Voltaire e Chopin, por ter pertencido a família Rotschild, por ter sido adquirido pelo irmão do Emir do Qatar, que queria incorporar garagem subterrânea, elevadores e ar condicionado provocando revolta entre os vizinhos e, finalmente, por conta do fogo que destruiu boa parte das pinturas de Le Brun e Le Sueur em 2013.

Hôtel Lambert
A restauração ficará pronta no final de 2016 e o irmão do Emir prometeu que abrirá ao público, além de ter desistido de suas modernidades, a fim de conservar a memória da construção que teve perdas irreparáveis.

Parte da pintura que foi levada pelo fogo...

Outros palácios, também classificados como patrimônio histórico da França, podem ser visitados durante um final de semana por ano quando todos os patrimônio são abertos ao público. Em 2015, a Journée du Patrimoine será aberta nos dias 19 e 20 de setembro. 

Um deles é o Palácio Lauzun - onde viveu Baudelaire - Hôtel Lauzun 


Não há estação de metrô na ilha. Um ônibus apenas serve a região, mas o seu acesso é facílimo, a partir da Île de la Cité, do Marais ou de Saint Michel com suas cinco pontes de acesso.

Curiosidades da Ilha:


  • Rua da Mulher sem cabeça - Rue de la femme sans teste - Hoje rua Le Regrattier


Tudo isto por conta desta estátua destruída que, porém, não é de uma mulher e sim de São Nicolau, protetor dos marinheiros. A estátua foi danificada em 1793, propositadamente, por Coffinhal, companheiro de Robespierre, que morava nesta rua. O antigo nome da rua ainda pode ser visto, escrito na pedra, bem como parte da estátua.


  • Clube do Haxixe

Clube de fumadores, entre 1844 a 1849, que se encontravam no Hôtel de Lauzum. O clube era formado por nomes como Alexandre Dumas, Baudelaire, Delacroix, entre outros...
Segue o cenário da prática criminosa que pode ser visitada durante a Journée du Patrimoine:


Hôtel Lauzun - Local do clube do Haxixe

  • Cabaret

Este clube de Jazz foi, no século XVII um cabaret!




  • Jeu de Paume  

Hotel Jeu de Paume

Há um hotel na Ilha que mantém o seu interior histórico. Isto porque o rei Louis XIII pediu que fosse feito uma quadra de Jeu de Paume para atrair as pessoas até a ilha. Jeu de Paume é o Real Tênis, de onde foram criadas as regras para o jogo de tênis atual. O Jeu de Paume teve início como o jogo de palmas sem a raquete, incorporada posteriormente.


Dica:
Se quiser jantar ou fazer um simples Happy Hour, experimente o St. Regis.
St. Regis

Há muitos guias que fazem um passeio de, aproximadamente, 2 horas pela ilha (em torno de 12 euros o passeio) contando anedotas e mostrando o interior de algumas construções. Infelizmente os passeios são em francês. Nunca é tarde para aprender, porém!



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Cynthia Camargo é publicitária, agente de viagens, agente internacional e jornalista. Coordena viagens de arte, gastronômicas, de luxo e de incentivo pelo o mundo! Especializada no destino França, é autora do guia Paris Legal, editado pela Best Seller. Trabalha com o turismo de conteúdo há 20 anos e recebeu o prêmio Mulher Influente. Autora do blog de viagens SendoCy, conta suas experiências pelo mundo com dicas e muito humor! Acesse, leia e participe, se inscreva e conte suas histórias! Afinal, todo mundo tem uma história de viagem para contar! Google +