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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

De onde vem o Champagne?

Você conhece a história do champagne?

Devemos este vinho a um monge beneditino. Porém, muitos discordam desta teoria dizendo que é mais mito do que fato.

Fato é que se não foi Dom Pérignon (1639-1715) a descobrir, não resta dúvida que ele foi responsável por aprimorar e encontrar uma maneira de aprisionar as estrelas na garrafa!!

É atribuída a ele a frase: "Meu Deus, estou bebendo estrelas"
Vamos checar a história oficial? Temos duas:



Dom Pérignon descobriu, por acaso, no final do século XVII, as “bolhinhas do prazer” nos vinhos brancos quando algumas garrafas explodiram devido a pressão da fermentação. 

Ele, então, decidiu comprar garrafas mais sólidas vindas da Inglaterra, a fim de conservar este estado do vinho, chamado “vinho do diabo”.

Ele batiza a bebida, mais requintada e reverenciada do planeta, denominada “rei dos vinhos e vinho dos reis”. De Nova Iorque a Tóquio, de Londres a São Paulo, os olhos e o espírito de todos os mortais brilham ao ouvir o seu nome. Esta versão eu li em um livro há alguns anos e ouvi de guias locais na região. Há outra versão na Wikipédia. que deixo o link ao final deste post.

Uma das estrelas é a uva Pinot Noir!

A denominação "Champagne" só pode ser utilizada para este tipo de vinho gasoso, desde que tenha sido produzido e engarrafado na região. O resto é considerado vinho espumante.


CHAMPAGNE-ARDENNE

A região de Champagne-Ardenne foi, através dos séculos, uma terra de passagem e recebeu por isto, diversas influências. Cenário de temas religiosos, militares, políticos e culturais, sua contribuição é fundamental à história da França e Europa.

Por uma curiosa alquimia do tempo e dos eventos ocorridos, símbolos do cristianismo, da realeza e dos ideais revolucionários, a região hoje é composta de um patrimônio histórico e de arquitetura bem variado. Habitada desde a pré-história, prosperou com os Gauleses.

Catedral de Reims
Depois foi a vez do Rei Clóvis, quando sua soberania foi reconhecida pela igreja, iniciando a tradição de coroação, de todos os reis da França, na Catedral de Reims

Em seu constante crescimento veio a descoberta das florestas de Champagne, desde o século XI e a região acabou se transformando em um importante local de encontros e de influências, favorecendo a criação de ordens monásticas, a arte romana, a poesia e a teologia.

Cidade de Troyes em Champagne-Ardenne 

As guerras sucessivas da revolução, a época do Império, o início da república até a assinatura do Armistício, em 1945, em Reims, marcaram o solo da região, que tem marca registrada no mundo pela sua bebida – champagne.
Há muitas "maisons" que fabricam champagne, mas vou falar de duas delas que visitei, campeãs mundiais de venda, e mais um link onde passei um de meus muitos aniversários!


 MAISON VEUVE CLICQUOT PONSARDIN


Em português “viúva Clicquot”. Esta grande maison deve sua fama mundial e excelente champagne à “Grande Dama” como é chamada Nicole-Barbe Ponsardin.


A Maison foi fundada por seu sogro Philippe Clicquot, em 1772. Somente após a morte de seu marido, François Clicquot, em 1805, a jovem viúva, de 27 anos, toma a frente da empresa da família.

Dedicada e exigente, ela se tornou uma das primeiras mulheres de negócios dos tempos modernos. Inteligente, de uma grande vivacidade, enérgica, determinada e corajosa face as adversidades. 

A reputação da Maison nunca foi interrompida desde então. As vendas eram feitas com uma ano de antecedência e nem sempre era possível fazer face à demanda.


Com uma grande intuição, Madame Clicquot criou, em 1816, a primeira tábua de revirar permitindo inclinar as garrafas de modo a deslocar os detrimentos de cada uma – chamado méthode champenoise .

Finalmente, seu champagne, perfeitamente límpido, tornou-se um vinho ainda mais nobre. Com o tempo, outros produtores da região introduziram a criação de Madame Clicquot em seus processos.

A viúva Cliquot (veuve Clicquot) morreu em 1866, aos 89 anos. Durante toda a sua vida, sempre buscou a excelência para desenvolver a sua empresa e oferecer deleite à sua clientela.

Mesmo após a morte da Grande Dame, a Maison perpetuou sua tradição de conquista e, hoje, Veuve Clicquot Ponsardin exporta 85% de sua produção ocupando a segunda posição no mundo, sendo considerado um champagne mais exclusivo.

MAISON MÖET & CHANDON


É possível jantar na cave! Foto: Möet & Chandon
Este nome tem o prazer de acompanhar todos os bons e grandes momentos da vida dos seres humanos.

Coroações, momentos históricos da humanidade, assinatura de grandes contratos, inaugurações, casamentos, nascimentos, reveillon e tudo o que pode-se considerar digno de uma celebração.

O champanhe desta Maison já era encomendado nos grandes bailes do rei Luís XV, dando à marca um selo real. Além disso, a versão Brüt Imperial foi criada em homenagem a Napoleão Bonaparte que, além de ser um grande apreciador desta bebida, era amigo pessoal de Jean-Rémy Möet, neto de Claude Möet que fundou a Maison, em 1743.

Quando os Prussianos ocuparam a Maison, em 1814, Jean-Rémy proclamou: “Os oficiais que hoje estão me arruinando irão, eventualmente, fazer a minha fortuna. Aqueles que beberem do meu vinho hoje, se tornarão meus representantes, falando da maravilha de minha bebida quando voltarem a seus lares.”

Alguém tem dúvida de que sua profecia se cumpriu?


Em maio de 2014 foi inaugurado o restaurante Le & by Möet Chandon na própria Maison! (Quero ir... Bien sür!)



A grande maioria das Maisons são abertas ao público. Depois de acompanhar todas as explicações do passo a passo, passear pelas caves observando os métodos de manuseio "quase" artesanais, a dedicação e empenho, degustar as bubbles mais famosas do mundo, terá um sabor ainda mais especial!

E no dia do meu aniversário é o que desejo para todos! Mil e um motivos para brindar e degustar um champagne e suas estrelas! Pelo que descobri, eu tenho feito bastante isto!! :) To be continued...

Variações sob o mesmo tema:
Cy em Paris tomando champagne
Cy em casa tomando champagne
Cy no trabalho tomando champagne , no trabalho! Represento uma loja francesa e quando vou lá reunir-me com o departamento a gente brinda!
Cy em casa com o marido tomando champagne
Em casa tomando champagne 
Em algum hotel de Paris tomando champagne
Depois de uma comprinha básica tomando champagne
Recebendo amigos em casa com champagne

Não poderia deixar de citar, aqui, a Maison Pommery onde passei um dos meus muitos aniversários, em um restaurante que foi a casa desta outra grande dama do champagne! Clique no link para saber como é!

Les Crayères

E a versão da Wikipédia sobre Dom Pérignon

Pierre Pérignon

ps: Versão Piscine: Hoje em dia o champagne é servido também com cubos de gelo, se o cliente pedir. O nome do coquetel (champagne com gelo) piscine significa piscina! Não sabia, mas li no último best seller "How to be Parisian wherever you are", que eles inventaram este coquetel porque a mistura de beber champagne (uma bebida amarga) com petit fours, em demasia, ocasiona o que a autora do livro chama de hálito de bueiro, além de uma incrível azia. Neste caso, ao colocar cubos de gelo em seu champagne, estas questões são amenizadas!! Há quem diga que colocar um cubo de gelo na taça de champagne é, praticamente, um sacrilégio. Vou tentar em casa!  

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Cynthia Camargo é publicitária, agente de viagens, agente internacional e jornalista. Coordena viagens de arte, gastronômicas, de luxo e de incentivo pelo o mundo! Especializada no destino França, é autora do guia Paris Legal, editado pela Best Seller. Trabalha com o turismo de conteúdo há 20 anos e recebeu o prêmio Mulher Influente. Autora do blog de viagens SendoCy, conta suas experiências pelo mundo com dicas e muito humor! Acesse, leia e participe, se inscreva e conte suas histórias! Afinal, todo mundo tem uma história de viagem para contar! Google +